Formado em Psicologia pela Universidade para o Desenvolvimento do Auto Vale do Itajaí (UNIDAVI) desde novembro de 2008, atuei na clínica escola da UNIDAVI por um ano praticando atendimentos. Estes atendimentos fazem parte do estágio curricular obrigatório.
Durante este ano de estágio foram realizados atendimentos individuais a adultos, acolhimento e orientação.
Sou deficiente visual declarado cego a partir de 1997.
No início dos atendimentos na clínica da universidade, eu tinha a preocupação de que poderia sofrer preconceito por parte dos pacientes, por ser Psicólogo cego. Mas felizmente aconteceu o contrário do que eu imaginava.
Pelo fato de ser cego, os pacientes se sentiram mais confortáveis. Não há preocupação em como se comportar diante do psicólogo cego, não há a pressão de ter que falar olhando olho a olho, o que deixou os pacientes muito a vontade.
Pelo que pude observar isso facilitou o relacionamento terapeuta paciente. Todos os atendimentos foram satisfatórios sem quais quer tipo de reclamação tanto por parte dos pacientes assim como também da equipe responsável pelos atendimentos. Coordenador da clínica e professores orientadores.
Mesmo não podendo enxergar fisicamente, posso enxergar de outros modos. E através desta outra forma de ver o mundo, posso ver mais longe.
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